“Minha vida é a mais verdadeira, porém perto de ser uma ficção, uma vida de muitas estridências. Boa parte dos meus dias recorro à calmaria do meu quarto onde passo a maior parte do tempo só escutando meus pensamentos e o ruído da caneta enquanto escrevo, a mais estranha história para se contar aos meus futuros netos. Minha vida, minha doce fuga. Há um lugar não muito longe onde me escondo quando a responsabilidade do mundo lá fora me tira o sossego e eu não caio em mim, é lá onde procuro paz de espírito, onde escrevo e deixo minha alma falar tudo que sinto e que por teimosia escondo. Hoje não só falarei da minha vida mais do que faz parte da minha vida extremamente movimentada.
Queria não falar de amor porque hoje em dia quem fala de amor é justamente quem não sabe amar, que por mera curiosidade troca idéia para um dia ser capaz de conseguir sentir esse sentimento inigualável que poucos têm e raros sabem apreciar da maneira correta. Mas como meu coração pensa por mim e que por muitas vezes me obriga a mostrar verdades que deveria ser cobertas, algumas vezes me deixarei levar ao desabafo.”
Stefani Woods.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010



Quantos de nós já nos imaginamos velhos?
Quantos de nós não sonhamos com alguém especial ao nosso lado?
E quando tudo dá errado e cada um toma um destino diferente, quando os planos ficam em último lugar pra um de vocês, isso dói. Os planos, os momentos, as lembranças, as músicas favoritas, o amor, e principalmente a presença que conseqüentemente deixa o costume. Quando você imaginava dar boa noite todos os dias e ser acordado por seus netos dizendo que a ama, é triste. Pensar que tudo que foi combinado não virá a acontecer, mais não esquecerá porque isso ficará vivo, você vai viver com as lembranças de uma velhice que não aconteceu e que foi deixado para trás, naquele final de tarde de promessas que não se cumpriram. Não há raiva, há um coração enganado, porém gostaria de reviver tudo outra vez (se fosse possível) e que agora segue em frente independente das lembranças que volta e meia voltam e derrubam três ou quatro lágrimas do seu rosto, que volta e senta naquele sofá e pode sentir-se feliz com o cheiro que foi deixado lá antes de partir e por um 5 segundos ser confortada  em meio à saudade.

{Dreary night of February - Part II} 



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