“Minha vida é a mais verdadeira, porém perto de ser uma ficção, uma vida de muitas estridências. Boa parte dos meus dias recorro à calmaria do meu quarto onde passo a maior parte do tempo só escutando meus pensamentos e o ruído da caneta enquanto escrevo, a mais estranha história para se contar aos meus futuros netos. Minha vida, minha doce fuga. Há um lugar não muito longe onde me escondo quando a responsabilidade do mundo lá fora me tira o sossego e eu não caio em mim, é lá onde procuro paz de espírito, onde escrevo e deixo minha alma falar tudo que sinto e que por teimosia escondo. Hoje não só falarei da minha vida mais do que faz parte da minha vida extremamente movimentada.
Queria não falar de amor porque hoje em dia quem fala de amor é justamente quem não sabe amar, que por mera curiosidade troca idéia para um dia ser capaz de conseguir sentir esse sentimento inigualável que poucos têm e raros sabem apreciar da maneira correta. Mas como meu coração pensa por mim e que por muitas vezes me obriga a mostrar verdades que deveria ser cobertas, algumas vezes me deixarei levar ao desabafo.” Stefani Woods.
domingo, 9 de outubro de 2011
domingo, 6 de março de 2011
Depois daquele pesadelo eu acordei chorando.
Sonhei que ia embora sem se importar e que não ia mais ouvir seu “te amo”, que não se importaria quando dissesse que sinto sua falta e que não voltaria mesmo assim. Por dias não agüentava aquelas lágrimas que insistiam em continuar caindo queimando minha pele, levando tudo que eu tinha pronto pra gente. Você ia embora junto com aqueles beijos do fim de tarde, ia embora com tudo que te falei e tudo que podia sentir era a dor da perda, dor de saudade, dor de abandono, dor de nunca mais poder te ver nem saber noticias suas, dor de ter certeza que não teria mais aquele corpo perto do meu, dor de ter prova que tudo que era meu ou que parecia ser agora era de outra pessoa, dor de poder te sentir todos os dias, dor de sentir amor depois de tanto tempo que havia partido. Acordei e continuei chorando, chorando porque tudo que havia sonhado tinha acontecido de fato e que não tinha mais nada a fazer nem a dizer a não ser chorar.
03.03.2011
{Stefani Woods}
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Às vezes me lembro dele. Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. Nunca mais o vi, depois que foi embora. Nunca nos escrevemos. Não havia mesmo o que dizer.Ou havia? Ah, como não sei responder as minhas próprias perguntas! É possível que, no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar — e principalmente a fingir. Fingir que encontra. Acho que, se tornasse a vê-lo, custaria a reconhecê-lo. segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
[...] Mesmo assim eu não esquecia dele. Em parte porque seria impossível esquecê-lo, em parte também, principalmente, porque não desejava isso. É verdade, eu o amava. Não com esse amor de carne, de querer tocá-lo e possuí-lo e saber coisas de dentro dele. Era um amor diferente, quase assim feito uma segurança de sabê-lo sempre ali.



